evão do caminhão

nos momentos cruciais... estacione seus neurônios e acelere seus hormônios

quarta-feira, março 20, 2013

NÃO CONFUNDA HABILIDADE DE PREVER COM HABILIDADE DE CONTROLAR

Hoje dei uma das melhores aulas da minha vida. 

A música Aquarela tá mais do que batida e todo mundo conhece, canta e usa nas escolas. Só não entendo por que todos a consideram alegre, infantil, uma ode à imaginação ingênua. A tenho como uma das canções mais depressivas do mundo. É o símbolo da curta, rasa e impotente existência humana.

Cantá-la numa turma que se despede da escola e olhando pra um aluno com síndrome degenerativa que sorri o dia inteiro foi qualquer coisa de filha da puta de emocionante. Ouvir suas angústias, anseios e desejos será algo a ser lembrado por um bom tempo.

Cronometrado com o Cosmos, ao encerrar a canção, tocou o alarme do meu relógio anunciando o início do Outono ("que descolorirá...") e do Ano Novo astrológico regido por Saturno ("não tem tempo nem piedade").

Alguns minutos depois, ouvimos a notícia que uma professora da escola, junto com outras 7 do estado, receberá um prêmio por melhor desempenho no Saresp 2012. Admiro essa pessoa como mulher, mas como professora, faço apenas um elogio: soube entrar no esquema

Se em algum momento você acompanhou minhas lutas diárias em sala de aula, sabe que na verdade esse elogio foi irônico, já que não estou falando do esquema de competência e sim de se fingir de mané e puxar o saco. Se há uma justificativa, missão ou conduta nessa profissão escolhida a ser bonificada é justamente tentar não se vender e remar até a exaustão contra a maré. 

Tenho certeza que minha turma não vai gabaritar no Saresp no fim do ano. E terei orgulho disso. Aprendi e ensinei a vida toda que errar faz parte do processo. Queria mesmo era dar um adesivo pra cada aluno colar na capa da prova antes de deixá-la em branco, pois certamente não vai aparecer nenhum questionamento relevante. Os dizeres seriam variados: "foda-se o saresp", "o saresp não prova nada", "descurti o saresp", "saresp, não compartilhe essa ideia"... 

Meu horóscopo de hoje bem que alertou: "Você faz parte do grupo que irá disciplinar e cobrar responsabilidade do resto."

Saturno estará lá, guiando os movimentos. Ele é implacável, nos mostra que tudo tem seu tempo, que tudo só se torna realidade depois de sonhado e, principalmente se tudo for dentro das leis. Só espero que sejam as leis que formam o ser humano justo e não do sistema falido de educação, que ignora pessoas e premia números falsos. 

A Eva vai vivenciar o Outono fazendo as últimas colheitas. Vai aproveitar os dias curtos e as noites longas pra sonhar mais... 

Quem sabe encontrará novas sementes para semear na chegada da Primavera? 


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quarta-feira, março 06, 2013

SEJA VOCÊ MESMO, MAS SEMPRE DENTRO DO PADRÃO

Ontem morre Hugo Chávez e hoje Chorão. 

Grupos se espalham pelas tais "redes sociais". Quem lamenta a morte de um não pode (pela famosa ética dos benditos grupos da internet) lamentar a morte do outro.

Porra, estou enganada ou todos entramos na categoria SER HUMANO? Não caímos na boa e velha discussão do "de onde viemos/ para onde vamos"? Falamos muita merda porque na verdade temos um puta cagaço de tocar no assunto da tinhosa que insiste em nos tumultuar a existência?

Podíamos comentar as coisas positivas que ambos trouxeram para a sociedade. As dificuldades e superações pessoais. Deveríamos refletir sobre o que eles têm em comum com um monte de 'Chávinhos' e 'Chorõezinhos' que trombamos diariamente pela vida. Mas não, né... é mais legal ficar exaltando o ódio e a segregação.

Creio que o que morreu na verdade foi minha paciência para radicalismos de toda sorte. 

"Existe uma grande diferença entre ser marginal e ser tratado como um."

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terça-feira, janeiro 15, 2013

APENAS COLOCAMOS UMA NOVA CARA NA MESMA SOLIDÃO


ALTERIDADE é a palavra que define o que fazemos durante a leitura. Ana Maria Machado resume: "Ser outro, continuando ser o mesmo."

Eu sou assim não só com os livros; entro numa viagem sem precedentes com novelas e principalmente seriados. Assim como muitas pessoas, vivo os romances, as aventuras, os dramas, as perseguições e decepções das mais variadas personagens como se fossem minhas.

Se por um lado tenho que sublimar o amor perfeito me imaginando nos braços de Nathan Scott...

Muitas vidas serão poupadas já que também me contento com alguns assassinatos que gostaria de cometer e resolvo com gargantas cortadas, facas enfiadas e tiros disparados nesses milhões de coisas de serial killer que ando vendo.

Já pensou se a ficção vira realidade como no filme "Número 23"? Ui!

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segunda-feira, julho 16, 2012

SOMOS TODOS PERFEITOS ATÉ QUE ENCONTRAMOS OS OPOSTOS

Os opostos só se atraem e obtêm sucesso nos seriados de TV e na física. Nos relacionamentos, tudo funcionaria bem mais fácil se cada um ficasse com o seu cada qual. Todos devidamente organizados por time de futebol, partido político, religião, beleza, estilo musical...

No entanto, o que funcionaria de forma tão perfeita só poderia ser considerado uma dádiva, algo que viria de graça, não exigiria esforço algum e deveria ficar chato e sem desafio. De fato, acredito que os erros é que fazem a diferença (os anos de magistério não me deixam mentir).

"As grandes sociedades se odeiam!". Não houve na história um só caso de avanço ou mudança sem que opostos estivessem na dianteira. Ficar com seu oposto é querer mover o mundo para o embate, para a reflexão, para a crítica e o confronto que impulsionam sempre em frente.

Talvez amar o inimigo seja se achar super-herói, pensar na possibilidade de mudar alguém, deixá-lo mais parecido com você ou simplesmente sentir que pode transpor seus próprios limites até então desconhecidos. É ficar entre o masoquista e o heroico.

Amar o oposto é como se fôssemos o príncipe escalando a torre da Rapunzel. No início vemos só a parte bela e exótica do cabelo e desejamos ver o desconhecido que está por trás da bela voz encantadora; de repente, no meio do trajeto caímos nos espinhos e ficamos cegos, dotados apenas parcialmente de nossa percepção. Então cegos, percebemos que a verdade tem um som diferente. Passamos a amar não uma música com acordes e harmonia perfeitos, aprendemos a amar até doer as mais tolas e bregas das canções desafinadas, simplesmente por estarem próximas e fazerem parte da trilha sonora das nossas vidas.

Você escolhe não viver uma fantasia, escolhe morrer e matar um pouquinho por dia. Mas viver assim é sinônimo de heroísmo ou egoísmo, coragem ou fraqueza?

"Sou uma pessoa melhor quando estou com você porque me vejo da forma como você me vê". Amar o igual é como se olhar no espelho e ver o melhor de si. Só que amar o oposto é como estar na sala de espelhos do Playcenter: às vezes você está baixa, alta, gorda, estranha... enfim, sempre distorcida demais  e nunca adequada aos padrões esperados.

O dito popular diz que o oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença. Um escritor brasileiro escreveu que os opostos se preservam mais, pois sabendo das diferenças, cuidam para não ferir o outro na briga. No parachoque do caminhão estava que os opostos se distraem e os dispostos se atraem. E ficarei com o final feliz do escritor importado: "É como se a vida fosse uma luta livre. E sabe qual lado vence? O amor. O amor sempre vence!"


"APESAR DOS PESARES, APOSTO NOS OPOSTOS"


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terça-feira, novembro 29, 2011

SE VOCÊ QUISER ALGUÉM EM QUEM CONFIAR, CONFIE EM SI MESMO


No aniversário do ano passado eu disse que não chegaria aos 34, morreria antes. Não rolou a morte real, mas agora que ando meio "mística" sei que a morte aconteceu no sentido da transformação que se mostra cada vez mais necessária. É a morte de um velho estilo de vida, uma estrada que nunca mais será percorrida da mesma forma.

Um conhecido disse certa vez que minha autonomia de idéias é uma coisa que irrita. No trabalho dizem que aparece na cara quando estou insatisfeita e que deveria aprender a disfarçar. Na família dizem que preciso ser um pouco mais política. Os mais próximos dizem que eu deveria ser mais tolerante. Acontece que simplesmente não consigo. Tá rolando um movimento sem filtro total, ainda que use muito mais as sobrancelhas do que as palavras pra me expressar.

Eu nunca fui do tipo de usar muitas máscaras e isso fez de mim uma autista social. Se nem quando era adolescente que talvez precisasse me "vender" a um grupo eu fiz isso, imagine agora que tô bem desgastada.

Aprendi no sofrimento que em nome da boa convivência, certas coisas não devem ser ditas e certas máscaras não devem cair. Por outro lado, também ainda não aprendi ouvir críticas sem entrar em desespero.

Tem me incomodado demais o fato que em muitos círculos sociais a imagem pode ser mais significativa que a substância e a máscara mais importante que a própria pessoa.

Acabei perdendo todo mundo. Sentirei falta do Japa e da Lila, afinal foram os últimos a colocar o pé pra fora dando indícios de querer saltar do barco da minha maluca cabeçona. Agora nem eles mais falam comigo ou me escutam na sintonia psicológica que preciso.

Então passarei a falar sozinha. Hahahahaha. Farei uma longa viagem... para dentro e para fora (e não tô falando de sexo dessa vez!). Hora do auto-enfrentamento, afinal por que sobreviver? Qual o real significado e o propósito de viver tantos anos?

"Enfrentar os demônios interiores é pré-requisito de uma velhice feliz."

Talvez eu volte... ou não!


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quarta-feira, outubro 19, 2011

NUNCA FOI SENSATA A DECISÃO DE CAUSAR DESESPERO NOS HOMENS

Nessa semana de guerra política na qual todos criticam-se a si mesmos...

ULTIMATUM

" Mandado de despejo aos mandarins do mundo
Fora tu reles esnobe plebeu
E fora tu, imperialista das sucatas,
charlatão da sinceridade e tu da juba socialista
e tu qualquer outro.

Ultimatum a todos eles
e a todos que sejam como eles, todos.
Monte de tijolos com pretensões a casa,
inútil luxo, megalomania triunfante
e tu Brasil, blague de Pedro Álvares Cabral
que nem te queria descobrir.

Ultimatum a vós que confundis o humano com o popular,
que confundis tudo!
Vós anarquistas deveras sinceros
socialistas a invocar a sua qualidade de trabalhadores
para quererem deixar de trabalhar.
Sim, todos vós que representais o mundo, homens altos,
passai por baixo do meu desprezo.
Passai aristocratas de tanga de ouro, passai frouxos.
Passai radicais do pouco!
Quem acredita neles?

Mandem tudo isso para casa descascar batatas simbólicas
fechem-me isso tudo a chave e deitem a chave fora.
Sufoco de ter somente isso à minha volta.
Deixem-me respirar!Abram todas as janelas
Abram mais janelas do que todas as janelas que há no mundo.

Nenhuma idéia grande,
nenhuma corrente política que soe a uma idéia grão!
E o mundo quer a inteligência nova, a sensibilidade nova.
O mundo tem sede de que se crie.
O que aí está a apodrecer a vida, quando muito, é estrume para o futuro.
O que aí está não pode durar porque não é nada.
Eu, da raça dos navegadores, afirmo que não pode durar!
Eu, da raça dos descobridores,
desprezo o que seja menos que descobrir um novo mundo.
Proclamo isso bem alto, braços erguidos, fitando o Atlântico
e saudando abstratamente o infinito."

ÁLVARO DE CAMPOS, 1917. (Adaptação Maria Bethânia)

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sexta-feira, outubro 07, 2011

EU SOU O DONO E SENHOR DE MEU DESTINO. EU SOU O COMANDANTE DE MINHA ALMA.

Semana passada fiz o teste pra saber qual era meu complexo. Obviamente deu CASTRAÇÃO. Eu não precisava da associação de palavras pra saber, mas de todo jeito foi legal ter a constatação.

Em segundo lugar, com apenas alguns décimos de diferença ficou complexo PATERNO.




Voltemos à castração. Leiam um trecho da definição e vejam se fui só eu que me identifiquei:

"Significa o ato de redução do potencial de vida independente e de realização autônoma. A mãe castradora impede praticamente a emancipação normal dos filhos, conseguindo mantê-los no estado de infância e dependência, por medo de perdê-los, ou por uma forma de amor envolvente e asfixiante. Fala-se da mãe-piolho."

"O indivíduo afetado por esse complexo sente dificuldade em afirmar-se nas diversas situações de vida: em relação ao outro sexo, em parceiros sociais ou profissionais, em relação às autoridades sociais e em todas as situações em que tem de expressar-se, defender-se, afirmar-se e impor-se."


O bom é que nem sempre é tarde pra se conhecer melhor e aprender lidar com algumas coisas.



P.S. Ontem, uma mini reunião familiar recheada de saudosismo e hoje esse horóscopo:

"Pressentimentos, evocações da infância, lembrança de causas do passado, que embalaram sonhos e desejos. Tudo se mistura e inspira. É como respirar ar puro e leve. É libertador e resgata sentidos."

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quinta-feira, agosto 04, 2011

QUANDO ESTOU SOZINHA E ESTÁ TUDO QUIETO, FICO COM MEDO, COMO SE OUVISSE O QUE ACONTECE DENTRO.

Estou num embate ético comigo mesma.

Nitidamente meu corpo está perecendo. Ando com o coração batendo a 100 em estado de relaxamento. E pra ajudar, algumas partes do corpo deram de ficar adormecidas por longos períodos de tempo.

A dúvida é: vou ao médico ou deixo rolar?

As duas Evas têm razão. Uma pede pra acreditar na eficiência da ciência e recomenda passar no doutor. A outra, acha que ninguém vive mais do que foi determinado, então se for hora de ir, foda-se, ninguém é insubstituível.

De todo jeito, essas opiniões são bem objetivas. Ou toma bolinha ou empacota de vez. Tudo muito claro, muito físico.

Tranquilo fica até a terceira Eva chegar. Essa é foda, aquela que é da alma e faz questão de atrapalhar todo o resto que a empacota (vulgo corpo).



*de novo não, eu não vou aguentar


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quinta-feira, julho 21, 2011

ENTRE O SIM E O NÃO EXISTE UM VÃO



Ontem assisti "Daquele instante em diante", o documentário sobre Itamar Assumpção. Não conhecia direito sua história, nem mesmo suas músicas, mas acho que alguém definido como AGRIDOCE pelos amigos devia ser e ter algo de muito especial.

Vale comentar que transbordo de emoção ao conhecer um pouco do que vai por dentro dos grandes ídolos.

No decorrer do filme, aparecem muitas referências sobre Orquídeas e não sei por que (mentira, eu sei, mas não posso explicar a grandeza do que aconteceu aqui dentro) todas as vezes que alguém citava a relação do Itamar com as tais plantas eu regava o mundo com lágrimas, talvez por me ver também extremamente ligada à elas.

Decidi registrar uma viagem astral, ou melhor, uma viagem botânica neste post.

Eu ainda estava na barriga da minha mãe quando ganhei essa orquídea aí da foto. Orquídeas só florescem uma vez por ano, dizem, e esse é meu presente certeiro, já que suas flores só se mostram na semana do meu aniversário.

A lenda que vem da Indochina sobre a origem da Orquídea conta a história de uma mulher que esnobava todos os homens que se apaixonavam por ela e só não tinha o amor do único homem que desejava (alguma mulher já passou por isso?). Vendeu a alma para uma bruxa que garantiu "se ele não amar você também não amará nenhuma outra mulher". E então o transformou em árvore. Um feiticeiro notou o arrependimento no coração da moça e a transformou em flor, a orquídea, que fica grudada na árvore (o homem amado), alimentando-se da sua seiva.

Qualquer semelhança entre a história de Adão e Eva e a porra da costela é pura coincidência...

Acontece que orquídeas não são parasitas, ela só precisam de um apoio para suas raízes. Aliás, é uma planta bacana e econômica, que se alimenta do material que já está em decomposição.

É também uma planta usada para fins afrodisíacos e seu nome significa testículos.

Mas voltando ao Itamar, qualquer palavra será vã. Fica apenas a recomendação do filme.

O que não posso deixar de dizer é que o mundo se acostumou a achar bonitas apenas as Marias-sem-vergonha, essas que encontramos em qualquer lugar e florescem sem graça nenhuma o ano todo. Até mesmo as pessoas próximas que eu gostava de admirar passaram a ter esse comportamento.

Prefiro acreditar que ainda possamos um dia olhar melhor as orquídeas, desvendar não só sua aparência, mas o que está escondido: seus mistérios e enigmas... sua rara essência floral.


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terça-feira, julho 12, 2011

SOMOS O QUE REPETIDAMENTE FAZEMOS. A EXCELÊNCIA, PORTANTO, NÃO É UM FEITO E SIM UM HÁBITO

Hoje meus alunos podem se considerar VINGADOS. Fiz uma prova exatamente como aplico para eles. Acredito que não sou mais uma boa professora, mas que os preparo bem pro mundo dos empregos formais, isso ninguém pode negar. Nas três horas que fiquei matutando pra responder, 35 'diabinhos' ficaram rindo e rodeando minha cabeça, especialmente nas questões que falavam "uma professora do 3º ano..."

A prova era para 'promoção' funcional. Ano passado não fiz como forma de protesto, mas como nada mudou, esse ano resolvi testar se meu "concursômetro" ainda estava balanceado. Cheguei a sentir abstinência nesse período looongo de 6 anos sem fazer uma provinha oficial.

Fiz hoje o que sempre exijo: leitura de cada ponto, cada vírgula, cada solicitação de enunciado. Não sei se fui bem, mas minhas atitudes foram exemplares. Enquanto isso, vi MUITAS professoras que nem sequer levaram caneta e borracha. E ainda teve uma que perguntou pra fiscal na prova dissertativa: "é pra escrever algum textinho aqui?" Ah, mano, é tipo são paulino vestir camisa cor-de-rosa... não deixa motivo pra zoarem a categoria toda.

Tirando a parte atitudinal, não posso deixar de falar que o que eu queria mesmo era um belíssimo plano de carreira e não passar por essa situação que passei hoje cedo. Me senti naquele episódio do Criminal Minds em que 3 amigas estão presas e precisam matar 1 para que as outras 2 sejam libertadas. Porra, deveria ser uma efetiva evolução pessoal e não canibalismo entre aqueles que seriam seus parceiros (só uma porcentagem será agraciada).

Consegui aprender coisas novas sobre usinas nucleares e outros conteúdos que desconhecia e corri pra pesquisar depois da prova. Tinha até uma questão que poderia ser bacana, com um texto muito legal que me lembrou algo que tinha escrito aqui, mas aí foderam tudo com uma perguntinha imbecil.

O texto era do livro A vida íntima das palavras e começava com a definição de escola, do grego schola, que significa descanso. Então, voltamos às origens e fomos estudar no 2º dia das nossas férias...


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terça-feira, julho 05, 2011

EXIGE MUITO DE TI E ESPERA POUCO DOS OUTROS


Sábado eu encontrei minha afilhada Bea Mar. Passei umas três horas ouvindo-a e observando-a. Ela dizia muitas vezes a palavra ODEIO quando se referia às pessoas. Poxa, super me identifiquei, mas lembrei que ela é uma adolescente vivendo toda a fase do 'ODEIO o mundo'.

Então notei que o adolescente nada mais é que um adulto transparente, com o direito de dizer ODEIO sem ser rotulado de maluco antissocial.

Tudo isso só pra dizer que desisti de olhar pras pessoas e exigir delas um comportamento que EU JULGO agradável e satisfatório. Definitivamente o que dá pra tentar entender é o que se passa dentro de mim mesma. Então, simplesmente vou sair de cena e conviver comigo mesma um pouco mais.

Acabei de me inscrever prum curso de psicanálise, especificamente sobre os sonhos. Vou aprofundar o conhecimento sobre o meu inconsciente, minhas frustrações e os mitos que tratam de tudo isso em aspecto mundial e histórico...

O primeiro contato com o professor foi bem simpático e motivador. Ele mandou uma lista com 296 títulos de livros clássicos que tratam sobre a condição humana e o seguinte textinho pra introduzir os estudos.

C
onta a lenda que “depois de haver criado a raça humana, os deuses entraram numa discussão a respeito de onde esconder as respostas para as questões da vida para que os homens se vissem forçados a procurá-las”.

– Podemos escondê-las no topo de uma montanha. Eles nunca irão procurar lá – disse um deus.

– Não – disseram os outros – eles logo as encontrarão.

– Podemos ocultá-las no centro da terra. Lá, eles nunca irão procurar – sugeriu outro deus.

– Não – replicaram os outros. – eles logo as encontrarão.

Então, outro deus disse:

– Podemos escondê-las no fundo do mar. Eles nunca irão procurar por lá.

– Não – disseram os outros. – eles logo as encontrarão.

Todos se calaram...

Depois de algum tempo, outro deus sugeriu:

– Devemos colocar as respostas às questões da vida dentro dos homens. Eles nunca irão procurar lá.

E assim fizeram”.



Prometo que vou fuçar tudo lá dentro. Pro bem ou pro mal. Que saiam todos os fantasmas... e quiçá todas as respostas!


"Quem olha para fora sonha, quem olha para dentro desperta."


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quarta-feira, junho 22, 2011

PARTO À PROCURA DO IMPOSSÍVEL. VAMOS VER SE ENCONTRO

Sou uma pessimista.

Não por gostar de ficar no mimimi, mas por achar importante estar preparada pro pior.

Se o melhor vier, excelente...

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domingo, maio 22, 2011

SE OS HOMENS PUDESSEM APENAS SE CONHECER, NÃO SE IDOLATRARIAM NEM SE ODIARIAM

"LEIS DA GUERRA

  1. Nunca provoque.
  2. Se sentir provocação, negocie.
  3. Se for impossível negociar, ataque.
  4. Mas ataque rápido, muito rápido, com toda a força.
  5. Não faça movimentos parciais para obter resultados médios, assustar ou intimidar.
  6. Quando atacar, ataque para aniquilar o mais rápido possível.
  7. Sobretudo: não ameace, não anuncie os movimentos ou palavras que você vai atacar."
*Guerra dentro da gente - Paulo Leminski


Queria saber...

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terça-feira, abril 26, 2011

O FRACASSO AFETIVO É INVISÍVEL, MAS PALPÁVEL COMO A DOR

Sempre que preciso pesquisar algo sobre educação me deparo com uns blogs mega coloridinhos, com enfeites na flechinha, miguxismos mil, brilhos de tudo quanto é espécie e me espanto em ver o número gigantesco de seguidores e total de visitas. E... nada de útil a declarar!

Quero propor então um fim ao ensino para a felicidade.

Calma, não quero oferecer a depressão em favor da alegria, nem a briga no lugar do amor, mas pretendo levantar um ponto que vem me incomodando bastante.

Por que raios somos ensinados, desde que somos concebidos, que DEVEMOS ser felizes?

No mundo real não é assim que funciona. Dá uma olhada nos jornais e telejornais que escorrem sangue. Repara nos bilhetes e telefonemas ameaçadores que recebemos nas escolas por causa de briga besta entre alunos. Veja como não sabemos lidar com nosso sofrimento nem com o sofrimento que podemos causar aos outros... Somos milhões de egoístas batalhando cada um pela sua própria felicidade. Custe o que custar.

Não sei o que fazer, mas proponho um estudo sobre a EDUCAÇÃO PARA A TRISTEZA.

Dividiremos em módulos e buscaremos respostas sobre como lidar com a angústia, a inveja, a frustração, o ciúme, a raiva, o desejo não correspondido...

Acho que isso seria a punheta do século. "Conheça bem teu corpo para possa explorá-lo com tranquilidade."

Certamente o número de medicamentos seria reduzido, as tentativas de suicídio e assassinato idem. Drogas e álcool para consumo apenas benéficos, nada para 'esquecer o sofrimento'. As igrejas provavelmente iriam à falência.


"Que o mal nos modela, eis uma coisa que temos de aceitar."


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quinta-feira, abril 07, 2011

A VIDA É TÃO PASSAGEIRA, TÃO FRÁGIL. TODA RESPIRAÇÃO PODE SER A ÚLTIMA

Depois de um longo e tenebroso verão eu voltei, voltei para ficar!

Assunto do dia: o ex-aluno que matou uma caralhada de criança na escola

Não quero fazer mais um muro das lamentações narrando as dificuldades da profissão, mas exaltar (de novo) a capacidade, o incrível 'dom' de REMENDAR, TAPAR BURACOS, IMPROVISAR, SE VIRAR, INTUIR SOLUÇÕES das professorinhas que sempre sugerem a falsa sensação de que tudo é feliz e possível. Hoje, por exemplo, tinha paralisação e ninguém falou no assunto. Todo mundo continuou na sua rotina dramática e diária. Nem posso culpar ninguém depois que o caro Claudio Fonseca entregou de bandeja nossa última grande greve.

Não quero teorizar nada, pretendo apenas contar pequenas coisinhas que os 'populares 'de modo geral desconhecem e se a gente que é pombo não fala, quem vai falar?

Digo isso porque em breve alguém vai acusar uma professora no caso da chacina. Certamente vão culpá-la por ter causado algum trauma no infeliz ou foi omissa com que os outros alunos faziam com ele, gerando essa revolta na vida adulta do indivíduo. O problema é que a gente sempre fala. A gente fala demais, mas ninguém ouve. Então a gente cala e aguenta.

Ponto 1 - INCLUSÃO - Tudo junto e misturado

Se tem uma coisa que a escola pública domina e faz com eficiência é misturar todo mundo. Dentro das salas de aula temos uma população que possui várias características.

Nesses grupos estão contidos: piolhentos, ranhentos, autistas, gagos, banguelas, bolivianos, afeminados, surdos, cegos, apáticos, hiperativos, entediados, depressivos, órfãos, superdotados, ricos, pobres, falidos, disléxicos, negros, brancos, amarelos, albinos, ruivos, carecas, cabeludos, cadeirantes, hidrocefálicos, moças bonitas e até condenados nós temos.

São tantas as 'minorias' que assim não nos parece. O bom mesmo é garantir sua especificidade.

Na sala dos professores não é raro ouvir que "os 'normais' é que estão ficando excluídos". Como não acredito em NORMALIDADE acho boa essa miscelânea. Porém continuo insistindo que precisamos de vários tipos de apoio (fica prum próximo post!).

Agora temos recebido um gigantesco número de SOCIOPATAS. Não sei definir o grande aumento de nascimento dessas pessoas, mas considero o caso crítico, a inclusão mais difícil de realizar, pois eles não sentem nada, aparentemente não tem nada a perder, nenhuma estratégia funciona com eles. Tudo é muito temporário. E a angústia que essa impotência gera não cabe no peito.

Ponto 2 - SOCIOPATAS - "nenhum sentido faz sentido"

Esqueçam meu lado hipocondríaco que sempre acha sintomas em qualquer reportagem ou lançamento no mercado farmacêutico.

Depois de ler a sequência sobre serial killers da Ilana Casoy botei reparo no tanto de casos narrados cujos sujeitos tinham dado indícios na escola. Fiquei em choque ao detectar que possíveis casos estariam mais próximos do que eu supunha e passei a me sentir responsável por uma melhor observação e conduta.

Passamos 6 horas diárias com essas crianças e notamos indícios que muitas vezes nem a família percebe, afinal, na escola a criança tem o primeiro contato com a convivência coletiva. Temos por dever avisar quando algo nos parece que não está caminhando bem, mas como disse lá em cima, não somos ouvidas.

Então seguramos os pequenos em nossos braços até que se acalmem e mostramos o que há de belo dentro deles. E somos muitas vezes o único ponto de referência positiva. Mas é difícil para eles nos dividirem com os outros da multidão dos demais alunos. Muitas vezes tentando ajudar damos início à surtos inenarráveis nesse espaço.

Mas e quando eles crescem? Não há mais muita gente disposta a segurá-los no colo. Que futuro os aguarda? Fiquei chocada com as mortes inocentes de hoje. Muito triste pelos coitados que foram assassinados, mas também pelo coitado que assassinou.

Talvez se ele tivesse alguém para tê-lo amparado...

Ponto 3 - FÉRIAS - "Dê valor à sua realidade, pois um dia ela pode ser seu maior sonho"

Gran finale

O governo e a prefeitura pretendem brevemente tirar as férias escolares coletivas. Se já está tudo tão difícil imagina sem um descanso?

Não precisa ser grande estudioso pra saber que todo cérebro muito utilizado acaba travando. Imagina crianças em formação, em que todo dia aprendem muitas coisas... Imagina os profissionais da educação que não são panela, mas trabalham sob pressão o tempo todo...

E onde fica o contato com a família? Os passeios, o tempo livre junto? A transmissão de valores e carinho?

Qual a possibilidade de acontecer novamente o que rolou no RJ hoje? Eu aposto numa grande chance!


(ainda tem mais coisa pra vomitar, mas por hj cansei)


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quinta-feira, fevereiro 03, 2011

DESVIAR DO PLANO PODE TER SIDO ARRISCADO. MAS, ÀS VEZES, TEMOS QUE CORRER O RISCO

Podem chamar de destino, deus, carma... a palavra não importa, mas tem certas pessoas que precisam se conectar para fazer a diferença.

Muitas vezes só nos damos conta das voltas que o mundo dá alguns anos depois. E isso faz a história ficar ainda mais incrível.

Digo isso porque estou simplesmente ENCANTADA com minha escola nova e com as possibilidades de felicidade que estão se mostrando no caminho.

A diretora começou o ano letivo com a história (<--- mais ou menos assim):

Um mercador mandou o filho ao mais sábio dos homens para aprender o segredo da felicidade.
O sábio encheu uma colher de azeite e mandou o rapaz caminhar pelo castelo. O rapaz, preocupadíssimo, conseguiu realizar plenamente sua tarefa.
O sábio então perguntou se ele tinha visto os quadros, os jardins, os tapetes... e o rapaz respondeu que não.
O óleo foi reposto na colher e o rapaz recomeçou a caminhada, dessa vez, boquiaberto com as maravilhas. Ao voltar, comentou as paisagens, mas não havia mais nada na colher.
Moral: o segredo da felicidade está em olhar e viver todas as maravilhas do mundo, sem nunca se esquecer das gotas de óleo da colher.

E assim tem se mostrado a rotina do meu novo emprego: grupo compromissado e chefe objetiva, equilibrando o trabalho pesadíssimo quando necessário e descanso merecido quando tudo está em ordem.

Só que não é só isso.

Do lado de lá do muro, na escola vizinha quem coordena o trabalho é minha grande amiga Fernandina, uma das pessoas mais competentes que conheci na área da educação. E hoje (no aniversário da 3ª Maria) o cósmus promoveu esse incrível reencontro que desenhou um futuro revolucionário e sem barreiras!

Que tudo continue caminhando de forma que possamos carregar muitas colheres de óleo, mas sem (jamais) perder a capacidade de aproveitar a paisagem.

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terça-feira, fevereiro 01, 2011

DEBAIXO D'ÁGUA FICARIA PARA SEMPRE CONTENTE, LONGE DE TODA GENTE

Então, quando eu voltei pra natação o professor orientou "não fica só nadando, é muito solitário, vai fazer outra atividade em grupo pra vc não cansar."

Mal sabe ele que é EXATAMENTE esse o motivo que eu gosto tanto de piscina.

Gosto muito daquele filme "Peixe grande e suas histórias maravilhosas" por vários motivos, mas vou citar uma das minha partes favoritas que é quando ele pede pra mulher: ME MOLHA! ESTOU SECO! E então ele fica na banheira até recuperar a paz da alma. Não sei exatamente a frase, mas essa necessidade em estar submersa eu conheço muito bem.

Não sou da geração que nasceu dentro de um balde, mas eu PRECISO estar molhada do dedão do pé ao último fio do cabelo. Eu PRECISO estar sozinha embaixo d'água. Eu PRECISO do silêncio.

E tem mais, questão de sobrevivência eu PRECISO respirar direito. (senhor miyagi ia ficar orgulhoso: inspira... expira...) Minha raiva ou minha ansiedade ainda vão me matar sem fôlego!

Não sei se Freud explica. Talvez seja mesmo essa calma uterina que só a água pode dar.

"Debaixo d'água protegido
salvo fora de perigo

aliviado sem perdão e sem pecado
sem fome, sem frio, sem medo
sem vontade de voltar
"

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"Ruídos a partir de 50 decibéis já são capazes de causar danos ao indivíduo, variando de acordo com o tempo de exposição e intensidade.

Faixas de sons entre 55 e 65 decibéis podem diminuir o poder de concentração do indivíduo, prejudicando sua produtividade.

70 decibéis já são capazes de produzir uma gama de efeitos fisiológicos.

Exposição a valores acima deste, os riscos de infarto, infecções e distúrbios mentais aumentam consideravelmente.

Em média, o ruído em sala de aula oscila entre 70 e 80 dB, com picos até 103."

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Entendeu?

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quarta-feira, dezembro 22, 2010

SÃO TANTOS LUGARES PRA DESCOBRIR ATÉ ENCONTRAR NOSSO CAMINHO NESSE CICLO SEM FIM



2003 - Na Cidade Nova havia uma Escola de Latinha no meio da favela onde todo mundo vivia feliz, apesar do calor infernal.


Tínhamos sala ambiente, um parque cheio de cocô, mas muitas ideias na cabeça, o coração sereno e sorrisos largos no rosto. Tinha corda feita de jornal, balança de toco de madeira, competição de natação no azulejo do chão, muita música, tinta...



2004 - Derrubaram nossa lata, nos colocaram dentro da Funerária da Prefeitura.





Até a Dona Marta do PT gostava de dar as caras por lá.


Carregamos tudo na mudança à pé, de carrinho e claro: de caminhão!





Construíram salas em madeirite...


Enfeitamos tudo e não perdemos a capacidade de nos divertir muito e nem de divertir (e assustar) os pirralhos. Usamos muitas pétalas de flores doadas pelo serviço funerário em todas as festinhas escolares. Até de bomba tivemos que correr com 200 crianças!

Além da Funerária usamos outros espaços da comunidade: igreja, escolas vizinhas, a cooperativa de reciclagem...











2005 - Chegou o material pra nossa Escola de Tijolo. E a reforma que começou em agosto de 2004 durou uma eternidade. Os moradores diziam que o fim da obra também seria em agosto... A GOSTO DE DEUS!

Enquanto isso continuávamos na Funerária... com a estrutura desabando sobre nossas cabeças, com ratazanas enormes invadindo nossos armários e comendo todo o material...




Mas continuamos criando, brincando, fazendo teatro, usando fantasias por dentro e por fora, ganhando as benditas flores...



As famílias sempre muito presentes e atuantes.

No estacionamento que precisamos pagar nesse ano tinha até a...








2006 -Acabou nosso período funerareano
e quem resolveu aparecer quando a escola ficou pronta?

O prefeito...


e o povo pra protestar!

Tá achando que todo mundo acredita?











Aí falou em protesto, tem mais gente que gosta de ir pra treta...



Só que apesar de tudo muito belo, as coisas começaram ficar estranhas...

A porta do banheiro recém-construído não abria corretamente...




A sala de informática até hoje não funcionou...



Mesmo assim plantamos nossas primeiras sementes no terreno duvidoso...



2007 - E quando assumimos de vez a escola nova eu comecei a encolher... As coisas foram perdendo um pouco da graça.



Sempre havia as amigas levantando...

Mas os dias ficavam cada vez mais longos...

2008 - Sacando forças pra aprender mais do que ensinar... tirando milagres de dentro da cartola!


2009 - Nossos teatros ficaram profissionais, burocráticos e eu não quis mais participar...



...mas mesmo quando a rotina tentava me derrubar, eu até caía, mas ainda havia alguém pra me levantar...


2010 - Fiquei vazia... de vontade, de criatividade, de amigos, de afagos, de apoio, de fotos e de coragem!


Então eu percebi que dessa PRÔ EVA que restou eu não gosto. É hora de dizer tchau! Buscar outras terras mais férteis pra replantar a semente... ou para simplesmente ser podada pra recomeçar a vida nessa véia árvore que ainda pode dar bons frutos!

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segunda-feira, dezembro 20, 2010

O IGNORANTE AFIRMA, O SÁBIO DUVIDA, O SENSATO REFLETE

Não sei o que sou, mas joguei o tarô egípcio pra tentar decifrar a atribuição de aulas de amanhã. Deu até calafrios!

1. O PASSADO - fatores que fizeram chegara à situação atual

R: TRANSMUTAÇÃO - "assim como você mudou, também precisa que sua vida mude..."

2. O PRESENTE - atitude que deve tomar

R: O EREMITA - você está na fase da descoberta e não precisa se isolar mais... descobertas benéficas nas áreas das habilidades profissionais..."

3. O FUTURO - consequências de suas ações presentes

R: A INSPIRAÇÃO (carta19) - intenso poder pessoal que trará êxito em seus projetos; está encontrando pessoas com as quais se identifica e que abrem portas... carta representa alianças e conexões benéficas que trarão muita expansão..."

4. O CONSCIENTE - acontecimentos dos quais tem conhecimento

R: O MAL - necessidade de olhar para os erros e sua incapacidade de reagir contra eles; você pode estar obcecado por alguém ou alguma ideia e não percebe que assim não se desenvolve; a insatisfação é muito grande e você sente que é hora de mudar alguma coisa; aceite o desafio. Antres de tudo precisa enxergar e aceitar que algo errado está acontecendo e que você também tem culpa. Hora crucial em que você tem que tomar a decisão se vai continuar como está ou irá encarar seus medos para mudar de vida...

5. O INCONSCIENTE - acontecimentos dos quais não possui conhecimento

R: A FARAÓ - poder da mente, força do espírito e aprendizagem intuitiva; planeje antes de agir pois está organizando tudo o que aprendeu e que vai ajudar conquistar os objetivos. Diplomacia e criatividade serão essenciais para solucionar seus problemas...


*simulação de 43 atribuições tá suficiente nesse lado do planejamento?

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quarta-feira, setembro 01, 2010

COMEÇO A CAMINHAR PRA BEIRA DE OUTRO LUGAR

Gosto de bolacha sem açúcar
Gosto de bolacha sem recheio
Gosto de bolacha sem perfume
Gosto do que é normal
Uma bolacha de água e sal

O meu gosto é radical
Gosto porque é fundamental
Farinha, fermento, água e sal
Simplicidade, no trivial


A Tata citou essa música no brogue justamente no dia em que escrevia pra ela sobre o filme "Foi apenas um sonho". Não tinha assistido no cinema e assisti hoje pelo mesmo motivo: supus ser mais um filminho água com açúcar com o casal DiCaprio e Winslet.

Mas putaqueupariu, tô em choque. Bem que eu tentei achar normal o cotidiano, ser feliz com o trivial, provar o amor na rotina, ser feliz só por ter passado num concurso público e ter um emprego estável.

Chega, não vou esperar que algo caia do céu ou que os outros tomem atitude. Tá na hora de agir. E a transformação está próxima...

Ainda com a Tata no boteco dias atrás dissemos que pessoas que pensam demais, também sofrem em excesso. É bem mais fácil se contentar com a bolacha água e sal. É nutritiva e essencial, mas eu fui feita pra comer bolacha recheada, sufflair, waffle com sorvete, algodão doce, maçã do amor, picolé de groselha, pipoca doce, churros de doce de leite, brigadeiro, torta de limão, lata de leite moça...



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